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Cravil celebra 50 anos de história

A Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí nasceu, no dia 15 de maio de 1971, em Rio do Sul, da fusão de cinco cooperativas que atuavam na região do Alto Vale

Há 50 anos um grupo produtores rurais, já cooperativistas, fundaram a Cravil. A Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí nasceu, no dia 15 de maio de 1971, em Rio do Sul, da fusão de cinco cooperativas que atuavam na região do Alto Vale: Rio do Oeste, Vale Norte, Ituporanga, Lontras e Pouso Redondo. Pensando em unir forças e diluir custos, a Cravil surgiu com o objetivo de propagar a tecnologia que estava chegando após a Revolução Verde, com insumos de qualidade e preços justos e, na sequência, como suporte no recebimento e comercialização da produção.

“Desde o início sabíamos que o importante não era ser grande, que o importante era fazer as coisas certas, mesmo sendo pequenos, precisávamos fazer bem feito para dar sustentação às famílias associadas. Hoje, 50 anos depois, os associados nem fazem ideia da responsabilidade que eles têm no desenvolvimento de uma comunidade. A sociedade cooperativa, a evolução que nós tivemos no campo, influenciou diretamente no desenvolvimento dos municípios onde estamos presentes”, destacou o presidente da Cravil, Harry Dorow.

Atualmente, com mais de 3.700 associados, um quadro de quase 1000 colaboradores, a Cravil envolve mais de 40 mil pessoas, em 39 municípios catarinenses de cinco regiões: Alto Vale, Médio Vale, Norte Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis e Serra Catarinense. Em 2021, a Cravil está com 37 filiais comerciais entre Lojas Agrícolas e Supermercados e 17 Unidades de Produção, de cereais e leite, além da Fábrica de Ração, localizada em Rio do Sul e da Indústria de Arroz, em Pouso Redondo. “A Cravil, ao longo dos anos, ampliou sua área de atuação e, com isso, também todo seu sistema de armazenagem, hoje podemos dizer que temos armazenagem próximo a 3 milhões de saca de cereais, e capacidade de receber 50 milhões de litros de leite ao ano, mas a gente sabe que ainda não terminou, nossa agricultura e a pecuária continua crescendo. Mais tecnificado nossos associados estão produzindo cada vez mais, e precisamos acompanhar essa evolução”, explicou o presidente da Cooperativa.

A expansão da Cravil para além da sua região de berço Alto Vale do Itajaí, ocorreu no início dos 80 com a incorporação das cooperativas do Médio Vale: Cooperativa Regional Agrária Mista de Benedito Novo, Cooperativa Agrícola Mista Vale Unido de Rio dos Cedros e Cooperativa Regional Agrária Mista de Ascurra. Em seguida, com a abertura de filiais da Cravil na Serra Catarinense.

A Cobeno, como era chamada a cooperativa de Benedito Novo é uma das mais antigas de Santa Catarina, antes de ter esse nome, ela era conhecida como Cooperativa dos Fumicultores com registro de fundação em 1907. O rizicultor, associado do distrito de Santa Maria, Eugênio Filippi, já fazia parte da Cobeno, participou da incorporação junto a Cravil e lembra que o sonho enquanto produtor era aproveitar as tecnologias que iam surgindo. “Eu não perdia uma reunião, desde que começou a vir a assistência técnica, as visitas de agrônomos e profissionais, eu aprendi muita coisa, sempre levava um pouco de informação para aplicação na propriedade e com isso a gente foi trabalhando, melhorando, plantando sempre na técnica para tirar melhor proveito do sustento e, através das cooperativas, fui crescendo. Hoje eu me sinto realizado, não por ter fortunas, mas por conseguir formar meus filhos que saíram de casa e mecanizar completamente tudo para o trabalho do meu filho que assumiu a propriedade”.

O primeiro presidente da Cravil, Ivo Vanderlinde, relembra que o movimento cooperativista deu certo na região, principalmente, pelo idealismo e a determinação dos técnicos da antiga Acaresc, hoje Epagri, em organizar o produtor rural. “Um trabalho que teve muito coração, muita determinação e união”.

Desenvolvimento econômico e social

A Cravil tem como missão promover o desenvolvimento econômico e social das famílias associadas, trabalho que realiza por meio de trabalhos específicos, direcionados às mulheres, aos jovens, às crianças, às lideranças... ações e atividades que levam conhecimento e informação não apenas para melhorar a renda do produtor associado, mas também para garantir a sustentabilidade dos laços familiares. “Isso é o mais importante dentro do exercício do cooperativismo, ver a família bem. Se as famílias estiverem bem, a propriedade se torna sustentável, a cooperativa também vai bem e a comunidade se desenvolve”, ressaltou o presidente da Cravil, Harry Dorow.

No trabalho com mulheres cooperativistas, a Cravil é pioneira no estado, e hoje envolve bem mais de mil mulheres em trabalhos ao longo do ano. Com os filhos de associados, a Cooperativa estabeleceu um trabalho com clube de jovens ainda na década de 90, e já nos anos 2000 assumiu o compromisso de levar a educação cooperativa para as crianças de escolas estaduais, por meio do Programa Cooperjovem, hoje organizado pelo Sescoop/SC. “Trabalhamos todos os eixos da família associada, irradiando a cooperação pela comunidade. Atuamos fortemente na formação de lideranças e, também na capacitação de profissionais, ações constantes com a nossa equipe de colaboradores, fornecedores e parceiros, e claro, com os nossos associados buscando sempre o desenvolvimento da agricultura familiar”, complementou Dorow.

Quando o assunto é tecnologia, a Cravil tem investido em metodologias e experimentos para promover a troca de conhecimento e garantir informações técnicas de qualidade e direcionadas para a região de atuação. “O nosso polo tecnológico, em Lontras, é uma verdadeira escola a céu aberto, onde irradiamos tecnologia e informação não apenas para agricultores, mas para técnicos, professores e alunos. Através das Extensões Tecnológicas Cravil também estamos estendendo a pesquisa e os experimentos para as diferentes regiões, porque sabemos que há diferenças de solos, de clima, de adaptação de variedades... Aprendemos cada vez mais e podemos oferecer mais assertividade aos nossos associados”, conclui o presidente.

 

Números e estrutura Cravil

A Cravil recebe cerca de 3,5 milhões de sacas de grãos, entre arroz, soja, milho e cereais de inverno ao ano. Em Aurora, na unidade de recebimento de leite, a cooperativa recebe 20 milhões de litro de leite ao ano.

A Cooperativa é a maior produtora de sementes de arroz para o sistema pré-germinado do Brasil, com uma produção anual em torno de 100 mil sacos. A principal característica da semente Cravil é o altíssimo vigor na fase inicial em virtude da localização das propriedades onde são produzidas, concentradas em sua maioria no Alto Vale do Itajaí. A cooperativa comercializa essas sementes no mercado interno e também para outros países sul-americanos na marca Cravil e Extra Cravil.

Já a indústria de beneficiamento de arroz em Pouso Redondo, conta com tecnologia avançada de beneficiamento e capacidade produtiva de 200 toneladas dia.  A indústria de arroz tem amplas e modernas instalações, máquinas de última geração e funcionários treinados e capacitados para produzir arroz com a mais alta qualidade. A Cravil comercializa para mais de 15 estados arroz e feijão nas marcas Chinês e Do Vale.

Na sede da Cravil, em Rio do Sul, está a Fábrica de Ração da cooperativa, com capacidade para produzir mais de cinco mil toneladas de rações por mês. Produtos desenvolvidos com matéria-prima extraída direto do campo e com ingredientes selecionados, para gado de leite e corte, suínos, ovinos e caprinos, aves, peixes e cavalo.

Também em Rio do Sul, fica o Centro de Distribuição da Cooperativa, responsável pelo recebimento de mercadorias, armazenagem e distribuição conforme demanda de cada loja agrícola ou supermercado. Todo produto que chega ao CD da Cravil passa por conferência para depois ser separado e encaminhado às filiais.

O próximo investimento da Cravil será no município de Trombudo Central, a Unidade Multifuncional vai contar com uma unidade de recebimento, secagem e armazenagem de cereais; armazenamento e centro de distribuição de insumos agrícolas em geral; fábrica de ração para linha Pet; e, também, o novo Polo Tecnológico. “Esse é um projeto para os próximo três anos, e é assim que os próximos 50 anos serão construídos, com um passo de cada vez. Com cada passo se constrói um novo passo e precisamos de inteligência e muito trabalho para continuar crescendo e desenvolvendo a família associada e a agropecuária de maneira geral”, finalizou o presidente da Cravil, Harry Dorow.

FOTOS e ÁUDIOS:  https://drive.google.com/drive/folders/1PpZClvW5GBotgFQhHrD9AUUvjYwOnf22?usp=sharing

 

 

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